• Gangrena Gasosa, Síndrome de Fournier e outras infecções necrotizantes de tecidos moles; celulites, fasceítes e miosites: A diminuição da taxa de mortalidade é significativa quando se usa o debridamento cirúrgico com a antibióticoterapia e a OHB.
  • Doença Descompressiva: A OHB é o tratamento de escolha. É provocada pela descompressão inadequada de mergulhadores, trabalhadores de bolsão pneumático, minas, etc.
  • Intoxicação por Monóxido de Carbono ;  intoxicação por cianetos ou derivados cianídricos:
    É  o tratamento de escolha nos pacientes com intoxicação por CO que não se recuperam total e imediatamente após a inalação de O2 a 100% em pressão ambiente. Na pneumonite química, causada por inalação de CO ou intoxicação por cianetos, a OHB leva a uma redução significativa do edema pulmonar, ajuda a reverter a acidose tissular e reduz os efeitos colaterais do tratamento convencional que provoca a produção de grande quantidade de meta hemoglobina.
  • Isquemias Agudas Traumáticas: Lesões por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantes de extremidades amputadas, etc. Usamos a OHB para combater a hipóxia e o edema tecidual decorrente do trauma e os efeitos da síndrome de reperfusão.
  • Vasculites Agudas: De etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxina biológica (picadas de aracnídeos, ofídios e insetos).
  • Queimaduras: A OHB é um importante auxiliar no tratamento de queimaduras, porque reduz o edema, mantém a integridade da microcirculação e fornece substratos essenciais para manter a vitalidade dos tecidos vizinhos à área queimada, bloqueando a progressão da lesão. Esses efeitos reduzem em 75% a necessidade de enxertos, reduzem o tempo de hospitalização, reduzem o índice de infecções, reduzem a mortalidade e os custos hospitalares em 36% por paciente.
  • Anemia Aguda: O tratamento de escolha é obviamente a reposição sangüínea, mas se por motivos médicos, religiosos ou por outras razões não for possível a transfusão, a OHB é empregada.
  • Osteomielites Refratárias: A OHB é um tratamento adjuvante aos debridamentos, antibióticoterapia, cuidados locais e outras medidas clínicas e cirúrgicas. A OHB leva a uma melhora na cicatrização de feridas em tecidos isquêmicos, infectados e debridados, estimula os osteoblastos, normaliza os mecanismos de defesa do paciente, responsáveis pela destruição das bactérias, potencializa a ação dos antibióticos, reduz o edema e diminui a reação inflamatória e estimula a osteogênese.
  • Embolia Gasosa: A OHB é o tratamento de escolha, seja ela causada por mergulho, intervencções cirúrgicas, procedimentos diagnósticos, diálise ou manipulações ginecológicas.
  • Lesões Refratárias; úlceras de pele; lesões pré-diabéticas; escaras de decúbito; vasculites  auto-imunes; deiscências comuns de suturas: Essas entidades apresentam problemas derivados de um único problema básico que pode ser resolvido pela OHB que é a hipóxia tissular.
  • Lesões por Radiação; radiodermite; osteoradionecrose e lesões actínicas da mucosa: Os pacientes submetidos a radioterapia podem, além de seus efeitos benéficos sobre o tumor, sofrer danos teciduais adjacentes. A causa básica desta lesão está na ocorrência de endarterite proliferativa progressiva, que resulta em hipóxia celular e eventual morte celular. Além disso, são criadas extensas áreas de tecido hipocelular, hipovascular e hipóxico, aonde não existem fibroblastos e osteoblastos funcionantes. A OHB atua estimulando a angiogênese nos tecidos com viabilidade marginal. Os mecanismos que a OHB oferece nesses casos são o aumento da difusão de O2 nas áreas comprometidas, melhorando a viabilidade tecidual, a microcirculação, a síntese do colágeno e a macrovascularização.
  • Abcesso cerebral: A OHB eleva de modo significativo a tensão de O2 no interior do abcesso provocando a inativação e até  a  morte das bactérias sensíveis a presença de O2. Diminui o edema, favorecendo a melhora da microcirculação, aumenta a atividade dos leucócitos aumentando também, a passagem dos antibióticos pela barreira hemato-encefálica, além de potencializar a ação de alguns antibióticos como a vancomicina, os aminoglicosídeos e a ciprofloxacina.


    *Em todas as indicações o início do tratamento deverá ser o mais precoce possível.
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